(…) A sociologia da arte que se deixasse prender pelo postulado weberiano da neutralidade sociológica, que o próprio Weber matizava bastante quando estava fazendo sociologia e não metodologia, seria infrutífera, apesar de todo o pragmatismo. Exatamente através da sua neutralidade é que acabaria caindo em contextos extremamente questionáveis de efeitos, a inconscientes prestações de serviços para interesses que em cada momento sejam poderosos, sobre os quais então recairia a decisão acerca do que seria bom e do que seria ruim. (ADORNO, 1994, p. 112)

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